Coco Mademoiselle, Rosso Valentino

19mar09

Fashion takes over the movies! Dois filmes aguardadíssimos (par moi) sobre dois monstros da haute couture, Gabrielle Bonheur Chanel e Valentino Garavani.

Espero que esse eu entenda melhor, porque assisti Coco Chanel, com a Shirley MacLaine, e só entendi o filme porque já conhecia a história dela. Na França não conhecem legenda. ¬¬

Gabrielle nasceu pobre, perdeu a mãe aos 12 anos, morou em orfanato, virou vendedora de loja… até conhecer o bon vivant Étienne Balsan. Ah… a vida na alta sociedade francesa! Coco passou a ter como hobby a criação de chapeaux. Largou o milionário, foi para Paris e o que era passatempo virou paixão. A primeira loja foi aberta com uma mãozinha do amant Arthur Capel, também milionário e (ex)amigo de Balsan. Logo, os chapeaux Chanel enfeitariam os figurinos das dames do início do século XX.

A revolução que marcaria para sempre a arte da moda aconteceu durante a I GM, modificando o pensamento feminino. As mulheres deveriam sentir prazer em se vestir para elas, não para os homens. Não havia imposições ou obstáculos no vestuário feminino criado por Chanel. As mulheres deveriam ser livres, independentes, fortes e sempre elegantes. Adeus espartilhos! Calças já não eram mais restritas aos homens; as saias já não arrastavam pelo chão; jersey podia sim ser chique. Para Chanel, a mulher podia fazer tudo o que os costumes da época aceitavam que apenas os homens fizessem. Ela só não podia deixar de usar perfumes, afinal “a mulher que não usa perfume não tem futuro”.

Coco criou conceitos, inovou. Foi a primeira estilista a dar seu nome a um perfume. Pérolas falsas eram haute couture. Era polêmica. Foi amante de um oficial nazista e, dizem, só permaneceu em seu quarto de hotel no Ritz, durante a ocupação nazista em Paris, devido ao romance. Essa relação também custou sua popularidade entre seus conterrâneos. Tudo bem. A família real britânica já havia caído de amores por ela. A Maison Chanel sobreviveu durante a guerra com a venda de perfumes, já que Coco acreditava não ser tempo para moda. A rivalidade com Christian Dior fez renascer a Maison. Após sua morte, em 1971, a marca sofreu com o descaso de Jacques Wetheimer, que havia comprado a Chanel. Três anos depois, foi o filho de Jacques, Alan, quem trouxe a dignidade e respeito que o legado de Coco merece. E é graças a ele que, hoje, Karl Lagerfeld está a frente da Maison. Mas isso já é um outro filme…

Coco avant Chanel
Diretor: Anne Fontaine
Elenco: Audrey Tautou, Alessandro Nivola, Marie Gillain
Estréia prevista: 22.05.2009 (Brasil)

The Last Emperor não é um filme, não é uma biografia. É um documentário em que Matt Tyrnauer, correspondente da Vanity Fair, acompanha 250 horas da vida nada monótona de Valentino. Obra mais do que necessária para o homem que imortalizou o vermelho e que tem todo o direito de chamar a cor de Rosso Valentino. Afinal, não é qualquer um que recebe uma homenagem pelos 45 anos de carreira sendo aplaudido por ícones como  Tom Ford, Giorgio Armani, Carolina Herrera e Diane von Fürstenberg.

Valentino: The last Emperor
Diretor: Matt Tyrnauer
Com: Valentino (Dã!), Giorgio Armani, Donatella Versace, Tom Ford, Karl Lagerfeld, Diane von Fürstenberg, Anna Wintour
Estréia prevista: em algum futuro incerto



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