Trying my best not to forget

27mar08

Placebo Meds Tour PosterJá faz um ano que o Placebo fez sua última visita ao Brasil e muita água rolou nesse tempo. A turnê foi cansativa como toda turnê mundial. As vendas de Meds cresceram, diminuíram, foram ofuscadas por outros lançamentos. Steve Hewitt saiu da banda.

Faz um ano, mas é sempre bom relembrar bons momentos. Eu lembro dos maus também. Fritei os miolos no sol por ficar horas na fila durante o dia mais quente da década. Estressei com seguranças e falta de organização do Credicard Hall. Quase cometo suicídio para chegar na grade. Quase cometem homicídio com o empurra-empurra. Dei uma breve desmaiada e acordei nos braços de um segurança-armário me tirando “delicadamente” da grade. Dei tchauzinho pro Brian Molko durante meu resgate. Passei metade do show curtindo um “passar mal” no banheiro com outros de ressaca (e eu não tinha bebido!). O resto do show que eu consegui assistir direito, estava lá no fundo, do lado do bar. Tem coisas que a gente não quer lembrar.

Escrevi este texto naquela época. Para relembrar as partes boas.

Remédios e guitarras

Desde a divulgação de seu último álbum, Meds, o Placebo já afirmava ser uma banda mais madura e focada em suas músicas, deixando de lado a androgenia e o apelo visual de seus integrantes. A única apresentação em São Paulo confirmou a mudança. Em um show conciso, carregado de guitarras, o trio mostrou seu lado mais rock and roll com o suporte de Alex Lee (ex-Suede) e Bill Lloyd nas guitarras, baixo e teclado. O frontman Brian Molko (vocal e guitarra) estava mais preocupado em rechear o set list do que interagir com o público. O intervalo entre as músicas durava o suficiente para que Molko e o baixista Stefan Osdal trocassem seus instrumentos. Mesmo o break para o bis foi curto, embalado pela introdução do cover de Kate Bush, Running Up That Hill, que integra a edição especial do álbum de 2003, Sleeping With Ghosts. Quem ganhou com esse show “rápido” foi o público, que pôde conferir 19 músicas, muitas tiradas de Meds. Com o set list baseado no último trabalho, alguns hits mais antigos foram sacrificados, como 36 Degrees, English Summer Rain, Pure Morning e o single que lançou a banda, Nancy Boy, dado como morto pelo próprio grupo, que quer deixar para trás o passado andrógino. O fenômeno Placebo não passou pelo Brasil como nos demais países da América Latina, onde tiveram ingressos esgotados e apresentações em estádios. Por aqui, o público menor, porém crescente e cada vez mais diversificado, pôde presenciar uma banda com músicas sólidas, pesadas e perfeitamente desempenhadas. É com suas apresentações ao vivo que o Placebo prova o porquê agrega milhares de fãs e aumenta suas vendas a cada novo álbum.

Placebo
Credicard Hall, São Paulo
27 de março de 2007

O melhor da passagem do Placebo no Brasil foi o fora sensacional que o Brian deu no mala do Serginho Groisman.

Título: Meds, Placebo



One Response to “Trying my best not to forget”

  1. 1 lirodrigues

    Sempre lembro dessa história e comento com as minhas amigas, como se fosse um testemunho de igreja evangélica. Termino assim: tá vendo, meninas, não exagerem…!😛


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