I cannot control the part of me that swells up when you move into my airspace

12mar08

Se ter hematomas pelo corpo é sinal de que a balada foi boa, o show do Interpol ontem foi simplesmente o melhor show que eu já fui. Fora os roxos, nem estou tão rouca assim! A Vivs provou mais uma vez que é foda e conseguiu seu minúsculo e concorrido espaço exatamente onde ela queria: grade, em frente a Paul Banks!

O show começou com a intro de Pioneer to the Falls tocando em playback enquanto as imagens que ilustram o cd de OurLove to Admire eram transmitidas no telão. Desnecessário dizer como é frustrante estar no show, ouvir a música e ter um palco vazio na sua frente. Mas ver Daniel Kessler, Sam Fogarino, Paul Banks e Carlos D entrando no palco foi de arrepiar a alma!

Carlos D 11.03.2008Momento mulherzinha… vamos falar de roupas! Como sempre, 4 homens impecáveis no palco. Samuel era, de longe, o mais tranquilo em relação ao figurino. De pólo, calça social e sapatos. Pretos. E o novo corte de cabelo foi aprovadíssimo! Carlos, o mega estiloso Carlos, tirou o bigodinho de traficante mexicano, muito obrigado! E se inspirou em Sweeney Todd para o novo visual: cabelo arrepiado e uma mecha branca. Johnny Deep deve estar orgulhoso!

Daniel usou seu conjunto habitual que eu agradeci muito poder ver ao vivo! Homens, terno e gravata é o que há! Impressionante é ver o Daniel a 2 metros de distância, você usando uma regata e ele camisa, colete, terno e gravata. Você em bicas e ele normal! Talvez a resposta para todas os problemas do mundo seja mesmo ser vegetariano.

Não sei se devo falar do Paul, por que só de lembrar eu suspiro! Ver ele em fotos ou no Youtube é uma coisa. De cara, você (no caso eu) percebe que ele é o homem da sua vida. Não pra menos: lindo, loiro, alto, olhos azuis, todo sério, bem vestido, inteligente, poliglota. Aposto que ele é mega cheiroso! Ver ao vivo foi demais pro meu coração! Ele é ainda mais lindo, está mais loiro, é simpático, faz coisas fofas no palco e os olhos são ridicularmente azuis! Tão azuis que dava pra ver no escuro! Tô apaixonada! Quase morro quando vejo ele, todo de preto, tocando guitarra e fumando! E vi ele fazendo smoke rings ao vivo! Ok, mode groupie off!

Sobre o show? Foi sensacional! Nem lembrava das dores, do calor, do empurra-empurra, do show porcaria de abertura (desculpem fãs de Cachorro Grande, mas eu odeio!), da puta chuva que, lógico, caiu enquanto estava na fila para entrar no Via Funchal.

Interpol 11.03.2008O set list foi bem elaborado e mesclou na dose certa os 3 trabalhos da banda, Turn on the Bright Lights (2002), Antics (2005) e Our Love to Admire (2007). A postura “fria” e “antipática” que a mídia tanto critica não foi visível. Carlos é simpático sim e Paul Banks até balbuciou algumas coisas para o público (embora eu tenha entendido praticamente nada). Samuel e Daniel não abriram a boca (ok, salvo o Daniel durante o backing vocal no final catártico) , mas nem precisaram. Tocaram muito para compensar! O Daniel é, com toda certeza, o que mais se movimenta no palco, com suas dancinhas (marca registrada DK!).

A troca constante de guitarras, principalmente de Paul Banks, só me fazia imaginar que arranjo maravilhoso eles iriam tocar em seguida. É isso que me atrai em Interpol. Eu acho as guitarras extremamente elaboradas! Adoro!

Um dos momentos mais perfeitos, musicalmente falando, foi a linda introdução que eles fizeram para Stella. Óbvio que nesta hora meu celular resolveu que estava na hora de dar fim à bateria. Inferno!

Mesmo as músicas não tão apreciadas se tornaram favoritas depois desse show. Tenho certeza que o resto dos felizardos que estavam presentes concordam comigo. Os singles foram cantados em uníssino por uma platéia empolgada. Olhando no rosto de cada um dos 5 músicos no palco (estou contando o apoio do tecladista, gente!) e sentindo no ar e na evolução do show, a banda também estava feliz e satisfeita com a reposta do público e se empolgavam cada vez mais.

Paul Banks 11.03.2008Daniel chegava na beiradinha do palco para tocar sua Epiphone Casino com seus movimentos orgásmicos diversas vezes ao longo da apresentação. Carlos se aproximava dos fãs e distribuia sorrisos. Enquanto Samuel se ocupava em esmurrar a bateria, Paul mandava beijos, dava sorrisos e apontava para o público enquanto cantava celebrate the myriard ways that I love you, em Slow Hands. Em Lighthouse, Paul se entregou e cantou com sentimento! Levava a mão ao coração, se retorcia… lindo!

O bis não poderia ter sido melhor! Terminar com PDA é cometer genocídio com os fãs! O break ensaiado seria eterno se o Daniel esperasse a galera parar de gritar, aplaudir, delirar! Ainda bem que ele percebeu que não, não íamos parar de gritar e continuou com a música. Foi o final perfeito para um show que de defeito só teve um: 90 minutos foi muito pouco!

Set list

Pioneer to the Falls
Obstacle 1
Narc
Interpol 11.03.2008
C’mere
The Scale
Say Hello to the Angels
Mammoth

No I in Threesome
Hands Away
Slow Hands
Rest My Chemistry
Lighthouse
Evil
Heinrich Maneuver
Not Even Jail

NYC
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA

Faltou Specialist. E Precipitate. E Who Do You Think. E Roland. E Leif Erikson. E Narc. E Obstacle 2. E… ok, parei!

Hoje a TV Cultura vai exibir uma matéria sobre a banda porcaria de entrevista com gente que estava no show e compara Interpol com Joy Division às 19h30, no programa Metrópolis. Enjoy!

Título: Say hello to the angels, Interpol
Fotos: gentilmente cedidas pela Andréia (a.k.a. invejada com credencial), já que tenho um certo problema de relacionamento entre meu celular e o laptop.



7 Responses to “I cannot control the part of me that swells up when you move into my airspace”

  1. Podia ter 90 minutos x 90 de show, né? =D
    Ahhh foi lindo demais!
    Agora é esperar por Bloc Party
    E torcer por Muse.
    Entre outros, heh.
    Beijos e obrigado pela água.
    Pago com juros e correção monetária, haha!

  2. 2 lirodrigues

    Fodástico.
    O “oi” do Paul no início, antes de tudo (nessa hora eu gritei: Vivian, você ouviu isso?), mandar beijos, as danças do maravilhoso Daniel, o barbeiro sangüinário, meu Deus, tanta coisa.
    Obrigada por ter me apresentado Interpol, Vivs. Saiba que tudo de bom que aconteceu ontem foi culpa sua.

    Beijos!

  3. Oi Vivs,

    Pode deixar, vou curtir sim. Na real, seu post serviu pra me empolgar pro show, eu nem tava tão animado assim (ok, parei antes que cê me acuse de heresia). Te adicionei no twitter.

    bjo!

  4. Depois de ficar meia hora morrendo de tédio com o, ops, a Cachorro Grande, ver Interpol ao vivo valeria a pena, e valeu! Sem aqueles clichês, achei a apresentação super correta. Acho q deu pra agradar todo mundo, mesmo falta uma música ou outra, mas vai de cada um. PDA no final, fechou com chave de ouro…estava tenso já! 🙂

  5. no rio teve untiltled e leif ericson, morcegos e chuva, e 2 bis
    morra d einveja.

  6. 6 Rods

    Também odiei esta entrevista. Aqui em São Paulo senti falta pelo menos de Pace Is The Trick, Leif Erikson e Untitled. Também adoraria ver 5, Specialist, Roland, Mind Over Time…


  1. 1 Post pré-show: Interpol -- Hang the DJ

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