Die in the summertime

29dez07

Quer me ver irritada, pede pro meu amigo São Pedro (bipolar maldito) ligar o aquecedor em “calor queniano”. Aquele sol de rachar fritando a cabeça (ainda mais com meu cabelo preto), a brisa quente, o suor, o corpo melado, pessoas sem noção na rua vestindo roupas que nem Gisele tem corpo para usar, o pé inchado de calor… tudo isso me deixa tão irritada, tão mau humorada, que nem eu me aguento!

Surfers ParadiseE para piorar a situação, a tradição no Brasil diz que reveillon se comemora na praia. Tem lugar mais detestável que praia no verão?! São Paulo inteira resolve invadir uma cidade litorânea qualquer. O caos está instalado nos 622 km da costa do estado. É impossível andar nas ruas sem esbarrar em alguém (suado), dirigir sem trânsito, pegar fila para comprar um copo de água. Fora que o stress já começa no momento que você sai de casa para “descansar” na praia. Um percurso tranquilamente feito em 2 horas pode roubar até o triplo do seu tempo nessa época.

Depois é aquela luta para chegar na maldita praia. Como um lugar que exige tão pouca roupa necessita de tanta tralha? Nem o Dengue (do Xou da Xuxa, lembra?) tem braços suficientes para carregar tanta coisa só para pisar na areia. Cadeiras, guarda-sol, protetor solar, esteira, toalha, comida, cerveja, dinheiro pro sorvete e pra água de coco. Pior é achar um lugar na areia que acomode tudo isso. E sempre tem um grupo infernal de bêbados de um lado e uma família com criança pentelha que traz até o papagaio do outro. Não tenho paciência com as pessoas. Muito menos com bêbado e criança. Ainda menos na praia, em pleno verão.

Maresia batendo na cara o dia inteiro, água salgada que deixa o cabelo duro e a pele melada, areia que gruda e não sai mais. Tudo isso acontecendo enquanto você brinca de esconde-esconde com o sol, mudando de lugar a cada 5 minutos atrás da sombra ridícula que o guarda-sol com raio de 5 m faz.

The SpitComida típica é macarrão. Até macarrão que eu amo de paixão fica detestável na praia. É só espaguete (prefiro talharim) com molho tarantella. Ou as porções de peixe fresquinho que foi “tirado do mar hoje de manhã, madame”. No mesmo mar que o fedelho que te encheu o saco o dia inteiro usou como banheiro público. Aí você começa a pensar nas outras cazilhares de doenças que só a praia pode te oferecer. Bicho geográfico sempre assombrou as minhas raríssimas visitas à casa de Iemanjá. Quando você finalmente retorna ao ambiente poluído, caótico, frenético, lindo que é São Paulo, está mais cansado do que se tivesse enfrentado uma jornada dupla de trabalho com direito a Juscelino travada na volta para casa.

Praia só se for paradisíaca, com mar translúcido, areia fofinha e branquinha. E sem super lotação. Eu adorava passar as férias em Ilhabela, quando era criança. E as praias Australianas?! AMEI!!! Surfer’s Paradise, Burleigh Heads, Tweed Heads, Main Beach… e a vista para The Spit, diretamente da janela da sala de aula? Linda! Pelo menos esses são os bons exemplos de praia que eu tenho. Vamos ver se Fortaleza (em baixa temporada, por favor!) também entra na lista.

Título: Die in the Summertime, Manic Street Preachers



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