Confesso que estava meio relapsa. Meses de ócio sem baixar nada (mesmo com dezenas de álbuns ótimos sendo lançados), sem visitar a Fnac para fuçar nos cds e garimpar uma banda nova e muito menos sem descobrir bandas no MySpace ou no Last (sim, aquelas bandas que só eu conheço. Povo sem cultura ¬¬). E esqueci como eu AMO fazer tudo isso! Mas retomei a atividade prazeirosa e encontrei coisas maravilhosas. Algumas das novidades (pelo menos para mim) que encontrei e que chamaram minha atenção:
Someone Still Loves You, Boris Yeltsin
Sim, parece indie rock colegial de garagem mas eu adorei. O álbum de estréia, Broom, foi gravado pela própria banda em 2005 com equipamentos caseiros (vulgo, toscos). Logo que assinaram com a Polyvinyl Record a primeira providência foi regravar Broom decentemente. No comecinho de abril, o quarteto de Springfield lançou o segundo álbum, Pershing. E não. Eles não são homenzinhos amarelos com um vizinho chamado Homer.
Pitchfork rating
Broom: 6.9
Pershing: 6.2
O que esperar de uma banda formada na cidade que abriga o South by Southwest (a.k.a. Austin, Texas)? Bom, Alex Turner ouviu a banda no MySpace e gostou. E eles acabaram abrindo alguns shows do Arctic Monkeys na turnê norte americana. Ouça! E aconselho a começar pelo segundo EP, Mothers, Sisters, Daughters and Wives (2006).
Pitchfork rating
Raised by Wolves: 7.8
Mothers, Sisters, Daughters and Wives: 8.2
Voxtrot: 5.2
Ok, essa banda também não é “nova”, mas acabei de conhcer e adorei. Mais uma para rechear a playlist NYC Bands no iPod, ao lado de Interpol, Clap Your Hands, TV on the Radio, Yeah Yeah Yeahs. Confesso que não busquei muitas informações sobre a banda, mas pelo que entendi o Bishop Allen é formado por Justin Rider e Christian Rudder que convidam outros músicos para participar de seus trabalhos (kinda Broken Social Scene?)
Pitchfork rating
Bishop Allen & the Broken String: 6.0
Se Bishop Allen não é nova, Trullycraft é antiguíssima. Desde 1995 no ramo, o quinteto já está no quinto álbum, Every Scene Needs a Center. Sem chamar muita atenção, o som deles é um indie pop divertido com músicas que dão aquele up num domingo enfadonho.
Finalmente os britânicos deram as caras por aqui! E não fazem feio. Nem um pouco. Essa dupla fez turnê com o Razorlight e seu primeiro trabalho, The Best Party Ever, foi muitíssimo bem recebido pela crítica especializada, sendo figurinha carimbada em muita lista de responsa do estilo “melhores do ano”. Jof Owen e Pete Hobbs compõem aquelas letras que eu adoro, como em Papercuts, onde Owen canta I look tough enough but if you hold me up to the light you can see my broken heart. I’ve always been in love with you.
Pitchfork rating
The Best Party Ever: 8.5
Ok, preciso de um iPod novo…
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Tags: Indie Rock, Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Clap Your Hands Say Yeah, Broken Social Scene, Someone Still Loves You Boris Yeltsin, Voxtrot, Bishop Allen, Trullycraft, The Boy Least Likely To, Pitchfork, South by Southwest, Arctic Monkeys, TV on the Radio, Razorlight
Nossa, adorei essa banda: The Boy Least Likely To!!!
Fora que o clipe é fofo.
Muito bem, Vi, suas dicas foram preciosas… Tks!
Ah, e essa história de Kaiser Chiefs? Topa dividir a grade pra segurar o R. Wilson?